A memória de trabalho (working memory) é o sistema mental de capacidade limitada que mantém e manipula informações por curtos períodos enquanto realizamos uma tarefa, como acompanhar um raciocínio, fazer uma conta de cabeça ou entender uma frase longa. É o "espaço de trabalho" da mente, distinto da memória de longo prazo, que é o arquivo permanente.
O modelo mais influente foi proposto por Baddeley e Hitch em 1974, descrevendo a memória de trabalho como um sistema de múltiplos componentes coordenados por um executivo central. Sua capacidade é restrita: Miller (1956) estimou cerca de 7 ± 2 itens, e estimativas mais recentes, como a de Cowan, apontam algo próximo de 4 ± 1 "blocos" de informação por vez.
Para o estudo, entender esse limite é prático: tentar segurar informação demais de uma vez sobrecarrega a memória de trabalho e prejudica o aprendizado. Estratégias como dividir o conteúdo em partes menores, agrupar informações em blocos com significado (chunking) e reduzir distrações ajudam a trabalhar dentro desse limite em vez de contra ele.
Informações bem processadas na memória de trabalho têm mais chance de uma boa codificação para a memória de longo prazo.