A metacognição é a capacidade de pensar sobre o próprio pensamento: monitorar e regular o que se aprende. Em termos de estudo, é saber o que você já domina, o que ainda não domina e como ajustar sua estratégia em função disso. É "aprender a aprender".
A metacognição tem dois lados que funcionam juntos: o monitoramento (avaliar com precisão o próprio nível de compreensão) e o controle (decidir o que estudar a seguir, por quanto tempo e como). Um problema comum é a ilusão de competência: reler um material gera a sensação de que se sabe, quando na verdade não se consegue recuperá-lo sem ajuda. Métodos passivos enganam o monitoramento.
A boa notícia é que a metacognição se treina. A prática de recuperação é uma das ferramentas mais úteis: ao se autotestar, você descobre com honestidade as lacunas do seu conhecimento, algo que a releitura esconde. Estudar com bom monitoramento evita gastar tempo no que já se sabe e direciona o esforço para o que falta.
A ferramenta metacognitiva mais eficaz é a prática de recuperação, que expõe o que você realmente sabe.