A aprendizagem ativa é a abordagem em que o estudante processa o conteúdo fazendo algo com ele, resolvendo problemas, respondendo questões, explicando, aplicando, em vez de apenas recebê-lo de forma passiva, como ao ouvir uma aula ou reler um texto. A diferença está em quem faz o esforço cognitivo: na aprendizagem ativa, é o estudante; na passiva, o conteúdo só "passa" por ele.
A evidência a favor é forte. A meta-análise de Freeman e colaboradores (2014), publicada na PNAS, reuniu 225 estudos e concluiu que, em comparação com a aula expositiva tradicional, métodos ativos elevaram as notas em provas e que turmas com ensino só expositivo tiveram cerca de 1,5 vez mais reprovações. É uma das maiores sínteses já feitas sobre o tema, e o padrão é consistente.
Para quem estuda sozinho, o princípio se traduz em trocar atividades passivas (reler, assistir videoaula sem parar) por ativas: resolver questões antes de ver a resposta, explicar a matéria em voz alta, fazer mapas a partir da memória, criar suas próprias perguntas. O conteúdo só se fixa quando o cérebro trabalha sobre ele, não quando apenas o recebe.
A forma mais eficaz de aprendizagem ativa para a memória é a prática de recuperação.