A Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking de sustentabilidade da UI GreenMetric, criado pela Universidade da Indonésia. Divulgado no final de 2018, o ranking traz apenas três universidades brasileiras entre as 100 melhores: USP, Universidade Federal de Lavras e Universidade Positivo. As três universidades mais sustentáveis do mundo, de acordo com o ranking, são: Wageningen University & Research (Holanda), University of Nottingham (Reino Unido) e University of California Davis (Estados Unidos).

O GreenMetric é o primeiro e, atualmente, único ranking no mundo a mensurar a questão ambiental. Foram avaliadas, ao todo, 719 instituições de 81 países diferentes. Entre os quesitos analisados pela UI GreenMetric estão questões de infraestrutura, como a relação entre área aberta e área total, o uso consciente e eficiente de água, eficiência energética, entre outras coisas.

De acordo com o reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, o câmpus-sede por si só já é um exemplo mundial de sustentabilidade, concentrando 153,6 mil m² de área verde. Certificada com a ISO 14001, a instituição trabalha com um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que engloba uma gama de fatores, como a homologação de fornecedores, coleta seletiva, armazenagem e destinação de todos os tipos de resíduos (químicos, biológicos, de construção civil, orgânicos) gerados internamente, sistema de controle de atendimento de leis ambientais, entre outros.

O ranking da Universidade da Indonésia avaliou seis itens – e em dois deles, a Universidade Positivo ficou em primeiro lugar no Brasil. Na avaliação sobre água, que envolve programas de conservação e reúso de água, uso eficiente de aparelhos hidráulicos e água tratada, de uma pontuação máxima de 1.000 pontos, a Positivo obteve 775 e ocupa atualmente a 36a posição mundial no quesito. Algumas unidades já contam com sistema de captação de água de chuva para reúso em limpeza e descargas.

De acordo com o gerente de serviços administrativos, operacionais e planejamento da Universidade Positivo, Jair Bordignon, responsável pela gestão ambiental da instituição, o lago presente no câmpus sede é fundamental para esse desempenho, pois por meio de um sistema de captação de águas pluviais, a universidade consegue ajudar a prefeitura a controlar a inundação nos bairros por onde o rio passa. “Além disso, em 2004 foi implantado um sistema alemão de troca de calor com a utilização da água do lago para o aquecimento da água da piscina”, revela. O ecossistema presente no lago é beneficiado com uma placa fotovoltaica que gera energia renovável para oxigenar a água.

O quesito energia e mudanças climáticas, que avalia, entre outros fatores, o número de fontes de energia renovável no câmpus, é o maior destaque da Universidade Positivo no ranking. A instituição paranaense ocupa o 18o lugar mundial, sem nenhuma outra instituição brasileira com pontuação tão alta (1.575 pontos de 1.800). Por meio de um projeto para combinar vários tipos de energias renováveis, a universidade pretende dar autossuficiência energética para o grupo. A primeira fase do projeto já está concluída – a instalação de uma usina solar que gera energia para utilização no câmpus Ecoville. A geração é equivalente ao abastecimento de 46 residências e deixa de emitir 8 toneladas de CO2 por ano na atmosfera.

Na área de ensino e pesquisa, a Positivo conta com o Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental (PGAMB) que, por meio da realização de pesquisa aplicada para a solução de problemas ambientais, visa a complementar a formação de profissionais de diversas áreas, transformando-os em especialistas em Meio Ambiente. De acordo com o coordenador do PGAMB, Maurício Dziedzic, os mestres e doutores em Gestão Ambiental formados pela Universidade Positivo contribuem para a utilização adequada dos recursos naturais do planeta, dentro de uma dinâmica fundamental para a preservação das espécies e para a manutenção de condições dignas de existência. “A gestão do planeta com base no emprego de conhecimentos científicos, traduzidos em avanços tecnológicos e ferramentas de análise ambiental, constitui uma das mais importantes ocupações do homem, envolvendo praticamente todas as profissões estabelecidas”, argumenta. Na última avaliação quadrienal da Capes (2013-2016), o Mestrado Profissional e Acadêmico e o Doutorado em Gestão Ambiental da Universidade Positivo receberam nota 5, o que reconhece a excelência nacional do programa. Como se não bastasse, desde 2008 o PGAMB possui dupla certificação, em parceria com a Umwelt-Campus Birkenfeld, universidade alemã classificada na sexta posição mundial do ranking de sustentabilidade da UI GreenMetric.

As 10 universidades brasileiras mais sustentáveis, de acordo com o ranking:

Universidade de São Paulo
Universidade Federal de Lavras
Universidade Positivo
Centro Universitário do Rio Grande do Norte
Universidade Federal de Viçosa
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Fonte: UI GreenMetric World University Rankings (http://greenmetric.ui.ac.id/overall-ranking-2018/)

(Portal Dino, 24/01/2019)

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