Alunos do ensino fundamental de 20 escolas públicas de Ceilândia receberão o projeto A magia do cordel durante um ano. Serão ministradas 48 oficinas com o objetivo de estimular o gosto pela leitura, a criação literária e a expressão artística dos estudantes por meio da tradição cordelista brasileira. O projeto será executado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Em 2 de agosto, a Escola Classe 52 de Ceilândia recebeu a primeira oficina. Segundo o idealizador e coordenador do projeto, Raimundo Nonato, 46 anos, esse primeiro contato superou as expectativas. “Eu conto a verdadeira história do cordel, que veio mesmo da Europa. Apresento vídeos para reforçar o aprendizado da origem e procuro estimular a curiosidade dos alunos, provocar uma reflexão nas crianças. Ao final, eu os desafio a escrever um poema sobre o livro e o celular. No final dessa oficina, de 45 alunos, 22 se reuniram para me pedir autógrafos”, falou.

O projeto segue em turnos matutinos e vespertinos até o fim do primeiro semestre do próximo ano. Segundo o servidor público, crianças entre 10 e 12 anos são as mais receptivas, por isso o projeto é a partir dessa faixa etária. “As crianças dessa idade são mais flexíveis com o aprendizado. Esse público a gente consegue explorar mais, pois é mais curioso”, ressaltou.

Cada oficina tem duração de uma a três horas, procurando envolver a leitura de cordéis e a exploração do gênero, além da exibição de vídeos sobre a técnica e a produção de xilogravura, assim como a elaboração e a revisão de textos por parte dos alunos. O projeto também conta com acessibilidade com intérprete de Libras, para pessoas com deficiência auditiva.

Ao final de cada oficina, também é distribuído gratuitamente um folheto, elaborado por Raimundo, com o passo a passo para compor um cordel. “A partir do contato com a poesia popular, em particular o cordel, o participante conhecerá um pouco mais da realidade do nosso povo e suas peculiaridades, proporcionando, aos discentes da rede pública de ensino, a oportunidade de participar de experiências literárias de caráter inovador, tendo como ferramentas a escuta, a leitura, a escrita e a declamação de cordéis”, disse o cordelista.

Nonato escreve cordéis desde os 10 anos e tem um livro publicado. Entre 2015 e 2017, o orientador educacional ministrou oficinas-palestras em aproximadamente 39 escolas públicas para professores de escolas públicas de Ceilândia.

Fonte: Correio Braziliense (07/08/2019)

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