Um mutirão para a recuperação da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Vila Monte Cristo, no bairro Vila Nova, na zona Sul de Porto Alegre (RS), foi realizado no sábado. Pais e alunos organizaram-se em grupos para fazer a pintura dos muros da instituição de ensino e dos bancos, a recuperação de grades e pilares e a reforma de duas praças utilizadas pelos estudantes. A escola atende cerca de 1.400 estudantes nos turnos da manhã e tarde e no período da noite aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As mães Cíntia Brandão e Carolina Campos, organizadoras da atividade, disseram que estavam felizes com a participação da comunidade da Vila Nova no projeto de revitalização do colégio. Em abril, a escola foi invadida por vândalos que picharam as dependências da instituição de ensino inaugurada em 1995.

Segundo Cíntia Brandão, a ideia dos pais foi deixar a escola mais colorida para levantar a moral dos professores e dos estudantes. “Em abril, a comunidade escolar ficou muito abalada com a invasão do prédio e as pichações que foram feitas no local”, destacou Cíntia. Já Carolina Campos afirmou que a escola é um orgulho para os moradores da Vila Nova e referência no atendimento de crianças com necessidades especiais.

Para realizar as atividades de pintura e manutenção na escola, os pais compraram as latas de tinta e também receberam doações de comerciantes da região. O estudante Lucas Campos, que estava acompanhado dos pais e da avó, afirmou que também ajudaria na reforma das instalações da escola. “É uma ação maravilhosa da comunidade do bairro Vila Nova que gosta muito da nossa escola”, destacou o jovem.

Em abril deste ano, os professores e alunos da escola Vila Monte Cristo foram surpreendidos com pichações em referência ao massacre ocorrido em Suzano, São Paulo, que aconteceu em março. Na época, a direção da instituição de ensino informou que as câmeras de segurança flagraram quatros homens adultos que acessaram a escola e picharam muros com frases como “Susano voltará aqui!!!”, além de ameaças e xingamentos contra professores e direção.

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) chegou a acionar a Secretaria Municipal de Segurança para solicitar reforço na vigilância realizada por meio de patrulhamento da Guarda Municipal e pelo monitoramento das câmeras no Centro de Comando Integrado da Cidade de Porto Alegre (Ceic).

Correio do Povo, 20/07/2019

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