(Foto: Júnior Freitas/G1)

Mais de 300 estudantes do ensino fundamental da Escola Estadual Irmã Maria Celeste participaram de um dia lazer neste fim de semana no Parque Circuito de Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. A atividade foi idealizada em alusão ao Dia do Estudante, que foi comemorado no último dia 11 em todo Brasil. Com brincadeiras tradicionais, o objetivo da iniciativa foi fazer com que os alunos deixassem as redes sociais e jogos online de lado por um dia.

Segundo a direção escolar, a ideia foi discutida em conjunto com os professores para que os 826 estudantes da instituição pudessem ter um dia de recreação fora do ambiente escolar e pudessem relembrar as brincadeiras da infância, além de deixar o mundo virtual um pouco de lado.

Várias gincanas e atividades esportivas foram feitas, como a bandeirinha, queimada, cabo de guerra, pira, futebol, vôlei, pular corda, corrida do ovo na colher, corrida do saco, xadrez, jogo de damas, dança, entre outras brincadeiras.

a diretora Elisabethe Soares explicou que a recreação foi para estimular os estudantes a brincar mais e esquecer um pouco da internet e da “vida digital” nas redes sociais, que segunda ela tem contribuído para o sedentarismo e o desleixo nos estudos.

“Foi uma proposta pedagógica idealizada no início do ano letivo justamente em alusão ao Dia do Estudante. Então, organizamos e planejamos essa manhã de recreação. Incentivamos os alunos a participar porque é uma forma de descontração. Mandamos convite para todos os nossos alunos (826 no total), mas nem todos vieram, só estão presentes cerca de 320”, declarou a diretora.

Para a professora de português Adriana Aquerlei, esse tipo de atividade é muito importante para que os estudantes tenham opções de lazer e possam sair do comodismo e da rotina da era digital, principalmente por conta das redes sociais e jogos online.

“Diversão, essa é a palavra. Eles vivem em uma era onde praticamente tudo é virtual, então as brincadeiras de antigamente que tínhamos na infância são uma forma de resgatar as lembranças dos momentos que vivemos e que muitos deles não estão tendo a oportunidade de viver justamente porque estão presos nos celulares e computadores”, disse a educadora.

Uma das alunas que participou de várias atividades e diz ter gostado da ação foi Camila Paiva, de 15 anos. Segundo ela, a escola precisa ter mais dias como esse para que os alunos possam se divertir e estar em contato com outros ambientes que não seja o da sala de aula.

“Foi ótimo, bom demais. Minha sala veio em peso. Se dependesse da gente poderia ficar aqui o dia inteiro e ninguém ia reclamar”, comentou a aluna do 8º ano.

A programação iniciou por voltas das 8h e encerrou pouco depois do meio dia, no último sábado (19), com participação dos estudantes, direção da escola, professores e funcionários.

(Portal G1, 21/08/2017)

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