(Foto: Rita Torrinha/G1)

Inspirados pela disciplina de português, mas precisamente nas aulas sobre gêneros textuais, alunos da 8ª série da Escola Estadual Professor Coaracy Nunes, em Macapá, receberam e aceitaram o desafio de produzirem textos inéditos, a partir das impressões que eles têm sobre o mundo.

O resultado foi a produção de 118 prosas dissertativas, que sob a orientação da professora Dulcinéia Thomaz e de outros educadores, foram publicadas no livro “Ninho da Imaginação”. O lançamento ocorreu nesta quarta-feira (20) com noite de autógrafos, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis do Amapá, junto com a festa de encerramento do ano letivo.

A professora conta que o projeto surgiu como forma de desenvolver o hábito da leitura nos estudantes, para que eles escrevessem melhor e passassem a gostar dos livros e da escrita, mas o efeito foi além do que ela pensou.

“Fico emocionada de falar porque me surpreendeu muito. Foi um momento que achei que não ia dar em nada, e pelo contrário, os meninos e as meninas se empolgaram com a produção. Eles transmitiram nos textos situações que se sentiram à vontade de relatar. Daí surgiram temas sobre drogas, aborto, amizade, política, violência e até economia”, comemora a professora.

Os textos começaram a ser escritos em sala de aula no mês de abril, e com a ajuda da Secretaria de Estado da Educação (Seed) foi impresso, para ser entregue aos alunos, aos pais e à comunidade escolar.

Aos 14 anos, Johonn Kayky Santos, pode ser considerado uma pessoa que lê bastante. São 4 livros ao mês, segundo ele. Índice acima da média, considerando a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope em 2016, que apontou que o brasileiro lê, no máximo, 4 livros por ano. Com o hábito da leitura já integrado à rotina, o estudante fala que escrever foi um desafio.

“Eu leio muito, mas não escrevo, por isso para mim foi um grande desafio. Escrevi sobre a situação difícil que o Brasil enfrenta com tantas crises, na política, na economia, no desrespeito. Senti liberdade de me expressar, e poder presentear os meus pais com o livro é bem legal”, contou o estudante, que trouxe a família inteira para prestigiar a noite de autógrafos.

Para a diretora da escola, Nazaré Leite, o projeto mostrou mudanças significativas no comportamento dos alunos.

“Conseguimos identificar muitas mudanças. Penso que seja pelo fato de eles se perceberem como protagonistas de algo que é grandioso, afinal, são adolescentes entre 14 e 15 anos que já podem dizer que têm textos escritos em uma coletânea”, relata orgulhosa a gestora.

(Portal G1,  20/12/2017)

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