“Dedicação, persistência e acreditar no seu sonho. O estudo vai te dar base pro resto da sua vida, mas o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] é o diferencial pra esse momento de início da sua carreira. Então, não desista, corra atrás e persista. Porque se você persistir, você vai alcançar”, diz Kennedy Silva, analista de TI, ao ser questionado sobre o que diria para quem vai fazer a prova do Enem.

A trajetória de ensino do analista foi toda na rede pública de Ribeirão das Neves, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele é filho de uma professora e de um mestre de obras, e conta que os pais sempre o incentivaram a persistir com os estudos.

“Meus pais são minha base. Foram eles que me incentivaram a começar os estudos na Cidade dos Meninos, e lá eu cursei todo o ensino médio”, conta. Kennedy fez a prova do Enem pela primeira vez em 2002, mas não teve sucesso. Em 2003, ele conseguiu entrar na faculdade, com 100% de bolsa.

Para Larissa Andrade, 19 anos, estudante de psicologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Enem é a principal porta de entrada para a graduação, principalmente para quem não tem condições de pagar por uma universidade particular. A estudante é a primeira pessoa da família a entrar em uma universidade. Segundo ela, muitos parentes não conseguiram concluir o ensino médio.

Ela, que sempre estudou em escola pública, precisou fazer as provas do Enem por três vezes, até conseguir pontuação para ingressar na faculdade. Durante o ensino médio, precisava conciliar os estudos com o trabalho e precisou da ajuda de um cursinho para se preparar.

“A vida de quem trabalha e estuda não é fácil. Se não fosse o Sou Crânio, cursinho do qual fiz parte, eu acho que não teria conseguido. Eu sou muito grata a eles. Todo mundo deveria ter uma boa educação de base para conseguir entrar numa faculdade. Mas, infelizmente, não é isso que acontece”, conta.

Outro ex-aluno de escola pública, que conseguiu ser aprovado na universidade por meio do Enem, é o Filipe Bicalho. Ele tem 23 anos e estuda Ciências Contábeis na Puc Minas. Para ele, ter o apoio da família foi fundamental para que conseguisse boas notas na prova e, assim, uma bolsa de estudos.

“Eu acho, que o mais importante é que eu sempre tive pra mim, que o estudo seria única chave para conseguir uma vida melhor. Quando a família luta junto, o caminho fica menos pesado. A minha família foi me incentivando desde o início”, diz.

Para ele, todo o esforço durante a preparação será recompensando. “Valeu cada noite de sono perdida, cada madrugada que eu passei comendo caderno. Quando você faz alguma coisa e se dedica mesmo, faz valer cada minuto que você está deixando ali. Chega uma hora que você conquista e vale cada minuto que você perdeu, cada rolê que você deixou de dar. Vale sim”, ressalta.

(Portal G1-MG, 02/11/2018)

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