Sandra Amorim | Professora do Recife (PE) conta como usou a linguagem radiofônica para trabalhar a Revolução Pernambucana com uma turma do ensino fundamental

Sou professora na rede municipal de educação do Recife (PE). Em 2017, tive que pensar em uma forma atraente para tratar os 200 anos da Revolução Pernambucana. Na época, eu trabalhava com uma turma de quinto ano, na Escola Municipal Rozemar de Macedo Lima, e o grande desafio era encontrar um caminho para aproximar esse conteúdo da realidade dos estudantes.

No início, comecei a desenvolver com os estudantes um jornal sobre a revolução. Uma educadora que trabalhava com tecnologia na escola viu o projeto e sugeriu que a gente transformasse essa experiência em uma rádio. Até então, eu não conhecia muito sobre esse formato, mas decidi aceitar o desafio.

Fiz a minha matrícula em um curso oferecido pela própria rede municipal e logo convidei minha turma a começar um projeto de rádio. Quanto mais a atividade avançava, mais eu aprendia a trabalhar com a linguagem radiofônica na escola.

Para transformar um conteúdo pesado em algo prazeroso e leve, a ideia da rádio web era que os alunos pudessem compartilhar com outras pessoas o que estavam descobrindo sobre a Revolução Pernambucana. Era um meio para toda a escola se envolver com o projeto, e isso motivou muito as crianças.

O projeto transcorreu de forma intensa durante todo o ano letivo. A gente fazia reunião de pauta, definia os temas que seriam abordados no programa e os alunos saiam para coletar informações. Alguns faziam entrevistas, outros pesquisas bibliográficas. Quando eles juntavam essas informações, começava a construção do roteiro final do programa.

Todas as descobertas eram transformadas em um programa de rádio com entrevistas, reportagens feitas com dados quantitativos e pesquisas de opinião. Os alunos escreviam o roteiro, e eu fazia a correção para ver não só as questões de organização do programa, mas também para corrigir a ortografia. Assim que tudo estava perfeito, a gente partia para a gravação.

Os programas eram gravados nos tablets da escola. Depois os arquivos de áudio eram passados para um computador e editados com o software livre Audacity. Foi tudo bem experimental, era uma aprendizagem para todo mundo.

No total, foram produzidos seis programas de rádio. Para garantir que toda a escola se aproximasse do tema e pudesse aprender sobre a revolução, a gente começou a organizar audições semanais da rádio na escola. Todo mundo se reunia no pátio para ouvir o programa gravado pelos alunos.

Clique aqui para saber mais e ouça um dos programas
(Porvir, 04/09/2019)

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