A chamada oral nas escolas municipais de General Salgado não é mais necessária. Agora é a tecnologia de reconhecimento facial que controla a frequência dos 1,3 mil alunos da rede municipal de ensino. O sistema é conectado a um aplicativo, e os pais conseguem ver por meio do celular se o filho está na escola e até as notas do aluno.

O projeto foi implantando há 45 dias por um custo de aproximadamente R$ 80 mil, segundo a Prefeitura de General Salgado. Segundo a coordenadora da Educação, Marlene Aparecida Lopes, todos os estudantes da rede municipal tiveram o rosto cadastrado no sistema. “Nós tínhamos alguns alunos que a mãe deixava na esquina e o aluno não entrava na escola. Agora com o sistema, acabou o problema de evasão”, afirma Marlene.

A tecnologia de reconhecimento facial está presente nas três escolas de educação infantil e duas de fundamental da cidade. Quando o aluno chega na escola, ele imediatamente coloca o rosto em frente ao equipamento, e a chegada é comunicada aos pais via smartphone. “Todo pai baixou o aplicativo e é onde ele acompanha a frequência e as notas do aluno durante o semestre”, destaca a coordenadora.

Quem ficou mais tranquila com a nova ferramenta é Laisa Roberta da Silva Torrezan. Mãe de duas crianças – Vitória, 12 anos, e Mateus, 5, – ela sempre acompanha via telefone se os filhos estão na escola. “É fácil usar, a gente coloca o número e já direciona para o cadastro das crianças. Além disso, tem um chat para enviar para escola, com justificativa de falta, uma possível saída antecipada, as ausências e frequências do aluno.”

Com o projeto, a cidade de 10 mil habitantes instalou de um a dois aparelhos de reconhecimento facial na porta de cada unidade educacional. Segundo o prefeito, Leandro Rogério de Oliveira, a ideia de implantar o sistema surgiu após uma viagem a um congresso que reuniu prefeitos do Estado. “Eu vi o sistema em 2015 e achei muito interessante”, contou.

Segundo ele, a ideia é que a partir do segundo semestre a tecnologia funcione integrada com a cozinha piloto da cidade – onde são preparadas as refeições para os alunos – e com o Conselho Tutelar. “Ele já vai mandar a informação para a cozinha e nós já ficamos sabendo quantas refeições serão preparadas no dia. E com a ligação com o Conselho Tutelar, se o aluno falta cinco vezes seguidas, o Conselho entra em contato com o pai”, ressalta o prefeito.

Potirendaba

O sistema de reconhecimento facial já foi implantado na região. Em 2015, a Prefeitura de Potirendaba adotou a tecnologia, sendo considerada a primeira cidade do Estado de São Paulo a usar o sistema. Entretanto, com a mudança de administração, não foi dado continuidade ao projeto. Por meio de nota, a Prefeitura disse que o sistema parou de funcionar em janeiro de 2017. “O motivo é que, na troca de gestão, o atual prefeito solicitou que todos os sistemas deveriam ter o banco de dados salvo internamente. Na época, a empresa atendia somente com banco na ‘nuvem’ e acabou não dando continuidade devido à incompatibilidade”, ressaltou a nota.

A Prefeitura de Catanduva também investiu em tecnologia nas escolas municipais. Lá, câmeras de vigilância foram instaladas nas unidades de educação infantil e em três de ensino fundamental. Elas ajudam na proteção contra vandalismo e furtos. “O sistema vem com o objetivo de proteger não só o aluno, como também o professor”, afirma a secretária de Educação, Tânia Aparecida Ribeiro Fonseca.

As câmeras são acompanhadas durante 24 horas por uma central de monitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM). “Além das salas de aula, algumas escolas que ficam em bairros vulneráveis também têm câmeras em locais externos, onde acompanhamos o entorno da escola 24 horas por dia”, falou o comandante da GCM de Catanduva, Luiz Carlos Larocca. Ainda segundo o comandante, vândalos já foram identificados e detidos na escola Nelson de Macedo Musa, no Jardim Alpino. “Roubaram extintor, danificaram algumas salas e os responsáveis foram identificados graças às câmeras.”

Nas escolas de educação infantil, as câmeras foram instaladas com o objetivo de proteger os bebês e as crianças, entre quatro meses até cinco anos de idade, que são atendidos pela rede municipal de ensino. “Gostaríamos de nem precisar usar disso, mas é uma necessidade”, finalizou a secretária da educação.

(Diário da Região / São José do Rio Preto, SP, 12/07/2019)

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