Alunos do Programa de Alfabetização da Aprendizagem I e II, da Escola Municipal Professor Elson Lot Rigo, com o apoio da Secretaria de Educação e Cultura de Três Lagoas, apresentaram para familiares e comunidade o projeto plantas medicinais.

O objetivo do projeto foi estabelecer o cultivo de plantas medicinais na escola dentro do manejo agrícola, levando o aluno a disponibilizar a comunidade orientações sobre cultivo, coleta, dessecação, preparação de medicamentos caseiros, propriedades terapêuticas, toxicidade e métodos de extração.

De acordo com o projeto, toda planta medicinal tem, no mínimo, um princípio ativo, que é a substância responsável pelo efeito curativo. O estudo teve como finalidade também incentivar projetos que estimulem novas práticas pedagógicas, beneficiando a aplicação no dia a dia da sala de aula.

Segundo o Coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, Leles Guilherme, o projeto estimula os alunos a serem agentes ativos e colabora com a melhoria da qualidade de vida da população, por meio da cultura da cura natural pelas ervas medicinais.

“Visto que esta tradição está um pouco esquecida, buscamos realizar esse projeto como uma proposta de trabalho coletivo pedagógico, aproveitando os espaços não utilizados para essa prática, nossa horta suspensa, de forma a resgatar não somente essa tradição, mas o seu significado para a população local, levando a pesquisa dessas plantas à comunidade”, explica.

Projeto

Um livro com explicações das plantas medicinais, tais como alfazema e hortelã, por exemplo, foi redigido pelos alunos para explicar desde o nome científico da planta até o preparo de receitas para o tratamento de doenças do dia a dia, tal como a gripe.

Para a farmacêutica Ivana Suffredini, da Universidade Paulista de Campo Grande, entrevistada para o projeto, o uso de plantas para tratar doenças é tão antigo quanto a história da humanidade, mas é preciso saber conservar e usar cada tipo para garantir que o remédio funcione.

“Antes de tudo é preciso apagar a crença de que tudo que é natural não faz mal. As plantas necessitam de recursos químicos para se defender, como alguns alcaloides, que, por serem amargos e tóxicos, afastam predadores, ou óleos essenciais, que atraem aves para a polinização”, exemplifica a farmacêutica.

“Assim como algumas dessas substâncias podem atuar positivamente no organismo humano, outras provocam sérios danos”, alerta Ivana Suffredini.

(JP News, 04/12/2017)