Trinta e seis alunos da Escola Básica Municipal Luiz Cândido da Luz, bairro Vargem do Bom Jesus, Norte da Ilha, estão aprendendo uma nova linguagem. Desde a metade de outubro, os estudantes do 7º ano têm aulas de programação de computadores no contraturno escolar. O projeto é uma parceria entre prefeitura, Acate (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia) e a empresa I Do Code. O programa piloto segue até dezembro e pode ser ampliado no próximo ano letivo.

Para conhecerem o idioma do futuro, os jovens utilizam a sala de informática da escola. “A alfabetização digital traz vários benefícios, como o aprimoramento das habilidades cognitivas, raciocínio lógico, criatividade, concentração e solução de problemas. O objetivo é formar mais pessoas que entendam de tecnologia e que possam cursar universidades nesta área”, diz o sócio-diretor da I Do Code, Leonardo Flores Zambaldi.

Florianópolis é um dos maiores polos tecnológicos do país e fomenta muitos projetos de inovação. O problema é que as empresas não têm mão de obra qualificada e precisam importar profissionais de outros Estados. De acordo com a assessora pedagógica do departamento de tecnologia da Secretaria Municipal de Educação, Elika da Silva, as aulas de programação despertaram o interesse dos alunos.

As aulas acontecem uma vez na semana e com uma hora de duração. “A programação é uma nova forma de escrita e oferecemos elementos para que os jovens aproveitem essa experiência na plenitude. A intenção é conciliar os conteúdos escolares com as atividades de programação, tornando a aula mais atrativa aos estudantes”, explicou Elika. As atividades contribuem especialmente para o aprendizado de matemática, física e ciências.

Jovens se destacam na produção de animações e quiz

Apaixonado por jogos eletrônicos, Bruno Souza Purper, 12 anos, é um dos destaques da aula de programação na EBM Luiz Cândido da Luz. O aluno do 7º ano conta que já sonhava em trabalhar na área da computação. “Fiz um quiz [jogo de perguntas e respostas] sobre a mitologia grega em um trabalho com os professores de história, português e artes. Mas o meu sonho é criar o meu próprio jogo e, por isso, pretendo trabalhar com programação”, disse.

Já Isabella Vitória Oliveira, 12, também não perde a aula de programação. A aluna do 7º ano investe o seu tempo em busca de mais conhecimento. “Gosto mesmo é de fazer animações”, contou.

O diretor da escola, Carlos Francisco Chaves, explicou o porquê da escolha dos alunos do 7º ano. “Assim poderemos avaliar o aprendizado até o 9º ano, porque hoje temos mais interessados do que vagas”, afirmou. A prefeitura tem 27 salas de informática nas escolas de educação básica.

(Portal Notícias do Dia, 26/11/2017)